Semana turbulenta do dólar termina amena. Moeda americana acumulou queda de 1,77%

Nos últimos pregões, o dólar mostrou um comportamento super parecido ao do volátil microclima de São Paulo, onde as quatro estações pode dar as caras no mesmo dia. Entre segunda-feira (13) e o fechamento de sexta-feira (17), o dólar recuou 1,77%, para R$ 5,4065. Mas chegou a atingir a máxima intradia de R$ 5,5579 no início da semana, mostrando que a preocupação com a política fiscal, no Brasil, e o equilíbrio geopolítico, no mundo, continuam na pauta.

No ano, a divisa dos EUA acumula queda de 12,50%.

A verdade é que as forças que têm dirigido o comportamento do dólar, tanto as de alta quando as de baixa, têm atuado desde 2024. O presidente americano Donald Trump, por exemplo, adicionou lenha na fogueira altista ao anunciar tarifas extras de 100% sobre produtos chineses, no dia 10. Mas depois suavizou o tom. Em meio às idas e vindas no relacionamento comercial entre EUA e China, a volatilidade se manteve em alta.

Depois foi a vez das preocupações com o desequilíbrio fiscal por aqui. O enterro da MP do imposto sobre investimentos isentos reforçou a dúvida sobre a viabilidade das contas do governo para cumprir o orçamento de 2026. E ainda por cima os mercados passaram a semana toda em clima de “shutdown”, ou seja, o impasse na aprovação do orçamento nos EUA, o que levou o governo americano a paralisar algumas áreas da administração pública e aumentou a cautela entre investidores.

Do lado que joga água na fervura cambial, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) manteve a sinalização de continuidade dos cortes de juros em 2025. A pouco mais de uma semana do seu próximo encontro de política monetária, em 28 e 29 de outubro, o mercado coloca 100% das fichas em um corte. Segundo a ferramenta CME FedWatch, 99% dos investidores veem uma redução de 0,25 ponto percentual pela frente. O 1% restante acha que vem mais por aí, uma diminuição de 0,5 ponto.

No Brasil, o BC manteve a sinalização de que pretende esperar por mais tempo para cortar os juros. Os investidores não esperam que a autoridade reduza a Selic na única reunião do ano que não vai coincidir com a do Fed, entre 4 e 5 de novembro. Sobre o encontro de dezembro, as apostas estão em aberto.

De qualquer modo, a perspectiva de aumento da diferença de juros entre o Brasil e os EUA ajuda a manter o dólar mais fraco, porque mantém a perspectiva de fluxo positivo de moeda americana para o nosso mercado, de investidores em busca de retornos mais atrativos.

O clima mais ameno na sexta-feira ajudou ainda o Ibovespa a fechar em alta de 0,70% aos 143.202,13 pontos. Na semana, o principal índice da bolsa brasileira registrou um avanço acumulado de 1,79%. Em 2025, o referencial acumula avanço de 19,21%.

No mercado internacional, o destaque foi o ouro, que registou o maior ganho semanal desde o colapso do Lehaman Brothers em setembro de 2008, evento que deflagrou a crise financeira global. Os contratos para dezembro do metal precioso, o mais negociado no mercado, teve ganho de 6,75% só nesta semana. No ano, o ouro avança 62,86%.

No pano de fundo para o momento dourado da commodity, aparece a incerteza geopolítica e econômica trazida pelo novo capítulo da guerra tarifária entre EUA e China, além do shutdown que mantém o governo americano parcialmente fechado. Em momentos de incertezas, os investidores buscam refúgio no ouro.

Fonte: Invest News

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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