‘Lançaremos em semanas’, diz CEO da Revolut no México sobre operação no país

Bloomberg Línea — A Revolut, fintech com sede no Reino Unido, começará a oferecer seus serviços como banco no México nas próximas semanas, após obter autorização da Comissão Nacional de Bancos e Valores Mobiliários (CNBV) para iniciar suas operações.

“Vamos lançar em questão de semanas e abriremos as portas para os usuários do nosso programa beta que se inscreveram na lista de espera”, disse o CEO da Revolut no México, Juan Guerra, em um comentário ao podcast La Estrategia del Día, da Bloomberg Línea, com Jimena Tolama.

Em maio, Guerra disse em uma entrevista à Bloomberg Línea que havia cerca de 200 mil usuários registrados na lista de espera e projetou que, a depender da estratégia que adotassem, a fintech poderia atingir até 1,5 milhão de clientes em seu primeiro ano de operação.

Guerra disse que a oferta inicial da Revolut no México será uma conta bancária com funcionalidades como compartilhar uma despesa com outras pessoas, analisar os destinos das despesas e fazer transferências internacionais de dinheiro, que em alguns casos serão gratuitas e instantâneas.

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Essa frente de transferências é apoiada pela rede presente em cerca de de 40 países onde a empresa opera, incluindo transações entre os Estados Unidos e o México, um dos maiores corredores de remessas do mundo.

A Revolut anunciou na segunda-feira (20) que obteve a autorização da CNBV para iniciar suas operações, com um parecer favorável do Banco do México, o último aval regulatório necessário para operar como banco no país.

Em abril de 2024, a fintech britânica se tornou a primeira entidade não pertencente a um grupo financeiro tradicional a receber uma licença bancária no México.

Há uma onda de novos players como Plata, Nubank, Klar, Finsus e Femsa que estão interessados em ingressar em um setor bancário com cerca de 50 concorrentes, mas dominado por um punhado de instituições financeiras.

“Os dados nos dizem que no México a concentração bancária é maior do que em outros países da América Latina, a penetração bancária é menor, os custos são mais altos, a qualidade é menor, em resumo, o que nosso país precisa é de mais concorrência”, disse Guerra.

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O lançamento no México também representará o primeiro banco da Revolut fora da Europa, em meio a um plano de expansão global para atingir 100 milhões de clientes até meados de 2027 e entrar em mais de 30 novos mercados até 2030 – o que levaria o total de países para cerca de 70 no mundo.

A América Latina é uma região-chave no plano de crescimento.

A empresa já opera no Brasil desde 2023, enquanto na Colômbia espera se tornar um banco em 2026; na Argentina, comprou o banco Cetelem, que pertencia ao BNP Paribas, em transação anunciada em junho e ainda pendente de aprovação.

Juan Guerra disse que os novos países que a Revolut pretende alcançar na região ainda não foram confirmados, mas que a empresa continuará a aumentar a sua presença em todo o continente americano.

“Vamos nos expandir massivamente pelas Américas, e novos países serão anunciados em breve.

A Revolut, fundada em 2015 por Nik Storonsky e Vlad Yatsenko, começou a oferecer serviços de câmbio e remessas, um portfólio que cresceu ao longo dos anos com outros produtos bancários e financeiros e de áreas como viagens e telecom.

Para os executivos que lideram o banco digital, trata-se de uma expansão regional e global factível com base em uma plataforma digital altamente escalável e a expertise que desenvolveram.

“Somos uma empresa totalmente baseada em tecnologia e temos tudo na nuvem. Para nós é relativamente fácil pegar nossos diferentes produtos e serviços e, claro, adaptá-los, garantir que estejam de acordo com as regulamentações locais e então lançá-los rapidamente em diferentes mercados”, disse David Tirado, VP de Profitability e Global Business, em entrevista recente à Bloomberg Línea.

— Com a colaboração de Marcelo Sakate.

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Ismael Martins de Souza Costa Xavier

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